Nada além de pop | blog | poperotico.com.br - Se você acreditava que não encontraria mais nenhum blog interessante, diferente e ousado, continue acreditando...

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005
Depois do Pânico desse fim de semana resolvi procurar no meu querido Google referências sobre a Dra. Ruth Lemos, nutricionista de Pernambuco.

Não só encontrei como revi a famigerada entrevista dada pela doutora à Rede Globo local, ao vivo, e que foi, senão seu motivo de eterna lamentação, uma fonte de piadas quase sem fim.

A galera não perdeu tempo. A entrevista já está na Internet toda pra quem quiser ver e já surgiram comunidades e até um profile falso (óbvio) no Orkut em nome da pobre doutora... Tadinha.

Não posso negar que não me controlava de dar risada no domingo quando ela, desesperada diante da entrevistadora, mal conseguia concluir sua linha de pensamento e se limitava a balbuciar algumas palavras repetidamente e repetidamente. Li especulações na Internet, de alguns que se dizem "defensores de Ruth Lemos", que isto poderia ser culpa de um retorno demasiado alto em seus ouvidos e que atrapalhava seu raciocínio aliado ao nervosismo da entrevista ao vivo.

Quem sabe?

Só sei que é punk ser entrevistado ao vivo. Já tive que falar diante de um microfone algumas vezes e posso dizer que no mínimo nervoso você fica.

{}'s e []'s

Ah, quer ver o vídeo, né? Salafrário... hehehe Clique aqui.
por Leonardo Augusto Matsuda às 12:59 AM
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005


Obviamente que não sou o único. Não é por acaso que "O Aviador" (The Aviator, 2004) concorre a 11 estatuetas do Oscar, que vão de categorias técnicas ao prêmio de melhor ator (Leonardo DiCaprio) e melhor atriz coadjuvante (Cate Blanchett), por exemplo.

O filme não tá fraco, não! Tanto pela rica produção quanto pela moral que o filme do diretor Martin Scorsese conseguiu com a academia.
Só resolvi comentar porque após assistir ao filme (e durante, também) notei grande impaciência e falta de aceitação por parte dos expectadores. Alguns deles, inclusive, começaram a deixar a sala a partir da metade da exibição.

Achei injusto.
O fato de não verem lá grande emoção na vida do empresário idealista, excêntrico, playboy, mulherengo e doente Howard Hughes (vivido por DiCaprio) é justamente do que eu menos posso falar. Pode não ser um retrato fiel de sua biografia (ainda não li totalmente a respeito) mas ficção não é. Tá na história e se está sendo contada em filme é porque poucos conhecem.

A atuação de todos os atores é impecável. Esse e o último filme de Leonardo DiCaprio que havia visto, "Prenda-me Se For Capaz", reforçam minha opinião de que o cara sabe atuar e muito bem. Alguns detalhes da deterioração de sua saúde começaram a ser pincelados durante o trajeto que vai do início de seu sucesso às dificuldades enfrentadas por suas empresas. Howard Hughes, naquela época, sofria de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) e duvido que era diagnosticado como tal durante a fase abordada em "O Aviador".

O filme tem um ritmo instigante, eu diria. As várias cenas interessantíssimas da evolução aérea comercial americana dão uma certa idéia da origem que teve este cenário e dimensão que conhecemos hoje. De novo, não sei se Howard Hughes foi esse grande visionário e idealista de vanguarda, mas se foi, realmente é (ou foi) de tirar o chapéu.

{}'s e []'s
por Leonardo Augusto Matsuda às 1:45 AM
Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2005
E não me venham com chorumelas de que "rico morre tranquilo, com Assistência Funeral e o escambau" ou "pobre sofre até depois de morto pra conseguir caixão decente e uma condução digna até o cemitério"... Bah! O assunto é outro.

Pra variar, minha imaginação aflora de madrugada e logo começam a surgir os mais variados assuntos pra comentar aqui. Como normalmente estou dormindo a essa hora, o blog vive assim tão abandonado. Será?

Estava assistindo aos desfiles da Globo e postando em uma comunidade do Orkut quando uma amiga me pergunta se eu já tinha visto a comunidade com Profiles de Gente Morta (com link direto porque é assim que ela se chama). Realmente nunca tinha pensado a respeito e fiquei muito curioso pra conhecer. Terminei o que tinha de fazer e fui lá fuçar...

No fim do ano passado lembro de ter conversado com alguns amigos sobre o Fotolog de um cara que as meninas conheciam e havia morrido em um acidente de carro. Na época conversamos um bom tempo sobre isso porque hoje blogs, MSN, flogs (principalmente FotoAkis - hehehe), profiles de Orkut e etc. fazem cada vez mais parte de nossas vidas. Pelo menos fazem da minha. "E pra onde diabos (sem querer fazer referência ao coisa ruim!) vai isso tudo?", você me pergunta.

Oras, continua tudo por aí! Se não tudo, boa parte disso continua fazendo parte do convivio normal de nós vivos.


Então, a comunidade...
Não é do meu interesse fazer propaganda, não quero promovê-la. Só estou comentando o que até então eu nunca havia pensado que existisse mas existe. Obviamente devem existir pencas de outras comunidades que nunca imaginei e são tão úteis (uh!) quanto, como as que enumero abaixo:
- Durmo e acordo com a narina esquerda entupida;
- Odiadores do elastiquinho de meia que laceia (rimou!);
- Tenho tara por quebrar o clipe da tampa da caneta Bic;
- entre outras. *Chega pois, como disse, minha imaginação costuma ser fértil de noite*

Não quis dizer que a comunidade é inútil. Longe de mim... Visitei e agora comento justamente porque eu tenho essa necessidade de enxergar a morte, cada vez mais, como algo natural, como ela realmente é e deveria ser encarada.
Mas é claro que é difícil. Estamos todos acostumados com a convivência de pessoas boas e outras nem tanto que carregam nossas experiências, afinidades e brincadeiras, que ora nos ceram, ora não se encontram mais entre nós. Essa interrupção que dói. A assimilação leva tempo e nem sempre o racional conforta o emocional com a velocidade que gostaríamos.

A abordagem do proprietário da comunidade é a mais séria possível. Tem poucos profiles por enquanto - foi criada no fim de dezembro de 2004 - mas alguns profiles de gente cuja morte virou notícia e alguns outros, um pouco menos "famosos", que parecem ter sido informados por conhecidos dessas pessoas. Entre os profiles estão o da menina, parente de político, que supostamente teria morrido por direto envolvimento de um dos proprietários de uma casa noturna do litoral paulista. Esse, pelo menos pra mim, era o único do meu conhecimento.

Depois que comecei a ler todos os posts do fórum da comunidade e acompanhar os scraps de cada um deles (dos mais antigos para os mais recentes), não foi nada difícil começar a me sensibilizar... Eu, que em certos momentos sou um insensível e em outros uma manteiga derretida, comecei a chorar no meio de um deles. Tamanha é a crueldade que a gente percebe nas histórias de algumas mortes (o proprietário da comunidade têm esse trabalho de colocar uma pequena informação) e o proporcional, senão maior, carinho com que os amigos, parentes e conhecidos têm pelo(a) falecido(a) através do scrapbook.

Isso me fez pensar, de novo, que para morrer basta estar vivo.
A gente vai embora deixando muita gente triste, normalmente em situações tristes, às vezes causadas por pessoas de espíritos tristes, ou melhor, pobres de espírito.
Pode acontecer tão rápido que tudo que estava em andamento fica. Algumas se concluem pelos que ficam, outras permanecem intactas até que o tempo se mostra implacável com algumas delas.

Mas o importante é lembrar que tudo tem e deixa uma história!


{}'s e []'s

Vendo de novo o Carnaval na Globo: mais alegre, mais colorido, mais vivo!
Porque estava lendo a comunidade ouvindo música no escuro e tava ficando meio deprê... hehehe
por Leonardo Augusto Matsuda às 3:32 AM
Copyright © 2002-2008 poperotico.com.br Todos os direitos e esquerdos reservados