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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005
![]() Obviamente que não sou o único. Não é por acaso que "O Aviador" (The Aviator, 2004) concorre a 11 estatuetas do Oscar, que vão de categorias técnicas ao prêmio de melhor ator (Leonardo DiCaprio) e melhor atriz coadjuvante (Cate Blanchett), por exemplo. O filme não tá fraco, não! Tanto pela rica produção quanto pela moral que o filme do diretor Martin Scorsese conseguiu com a academia. Só resolvi comentar porque após assistir ao filme (e durante, também) notei grande impaciência e falta de aceitação por parte dos expectadores. Alguns deles, inclusive, começaram a deixar a sala a partir da metade da exibição. Achei injusto. O fato de não verem lá grande emoção na vida do empresário idealista, excêntrico, playboy, mulherengo e doente Howard Hughes (vivido por DiCaprio) é justamente do que eu menos posso falar. Pode não ser um retrato fiel de sua biografia (ainda não li totalmente a respeito) mas ficção não é. Tá na história e se está sendo contada em filme é porque poucos conhecem. A atuação de todos os atores é impecável. Esse e o último filme de Leonardo DiCaprio que havia visto, "Prenda-me Se For Capaz", reforçam minha opinião de que o cara sabe atuar e muito bem. Alguns detalhes da deterioração de sua saúde começaram a ser pincelados durante o trajeto que vai do início de seu sucesso às dificuldades enfrentadas por suas empresas. Howard Hughes, naquela época, sofria de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) e duvido que era diagnosticado como tal durante a fase abordada em "O Aviador". O filme tem um ritmo instigante, eu diria. As várias cenas interessantíssimas da evolução aérea comercial americana dão uma certa idéia da origem que teve este cenário e dimensão que conhecemos hoje. De novo, não sei se Howard Hughes foi esse grande visionário e idealista de vanguarda, mas se foi, realmente é (ou foi) de tirar o chapéu. {}'s e []'s
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