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Terça-feira, 22 de Abril de 2003

Está tarde, eu sei... Mas depois de ficar enrolando por mais de meia hora pra dormir, desconfiei que se não escrevesse alguma coisa, não conseguiria fechar os olhos hoje.
Começo a escrever às 2h19.

Volto a pensar nas mesmas coisas de sempre (de ultimamente): tristezas, inseguranças, amargura, enfim... Ressentimentos...
Pouco antes de deitar eu acreditava estar me sentindo bem... Então, por que disto?

Deve ser porque estava com minha mente ocupada. Mais precisamente voltando a cultivar um dos meus velhos hobbies: o de procurar na Internet e colecionar músicas tema dos seriados japoneses de televisão (lembram-se do Jaspion e do Jiraiya?).
Agora de noite estava conversando no ICQ com meu antigo amigo de trabalho, Gilberto. Perguntei-lhe sobre a vida, sobre as novidades e acabamos, no fim da conversa, falando sobre minhas angústias e ele, claro, demonstrou sua tristeza e solidariedade com relação ao que eu ando passando. Por fim ele comenta sobre a vinda de um famoso cantor japonês ao Brasil, em julho, para se apresentar em um evento que reúne os aficcionados (e apenas os simpatizantes, também) por mangás, animês, live-actions e toda essa "coisarada japonesa". Daí meu interesse repentino em ter voltado a fazer isso hoje.

Ainda tive que esperar pelo sono quando me deitei, já que com esse ritmo de feriado, acordando tarde todos os dias, não seria possível, hoje, voltar a dormir no horário de sempre.
Começo a matutar enquanto tento dormir. Ô coisa chata pra dedéu...

Não sei se vejo futuro em continuar gostando de alguém sozinho. Isso é coisa que eu fazia antigamente, quando não tinha sequer coragem de dizer "EU TE AMO".
Não sei se estou fazendo o que é certo, nem o que é melhor pra mim. Só estou fazendo... E a cada dia (ou hora) eu mudo de opinião e, por causa de um relance de pensamento, volto a fazer tudo diferente e agir de uma forma que eu não concordava 10 minutos atrás.
Por que conseguimos mudamos de idéia tão facilmente, pelo simples fato de gostarmos de alguém? Estranho, né?

Isso é o que me dá mais medo em gostar de alguém. Ou melhor, "amar alguém".
Se eu nunca consegui me envolver de verdade, totalmente, talvez um dos medos seria o de deixar tudo o que havia de melhor em mim para uma outra pessoa.
E se eventualmente acabar? Daí é outra história, envolvendo o medo da perda, ciúmes, necessidade constante de reafirmação, etc. etc. etc...

Tenho receio de querer gostar de outra pessoa ainda gostando de alguém.
Citando um exemplo: se eu começasse a gostar de alguém, depositaria, inconscientemente, toda uma esperança de uma vida melhor nela, idealizando uma relação perfeita e utópica! Coitada dela. Provavelmente faria de sua boa vida, uma vida de provação onde teria de carregar um pesado fardo a cada dia.
Citando outro exemplo: o que eu iria querer fazer com essa nova pessoa? Substituir um sincero sentimento com relação a alguém que gosto tanto? Peraí, não é esse tipo de conflito e invasão que quero nas minhas idéias. De problemas já bastam os atuais.

Então, me perguntariam alguns: "Por que não arruma um novo alguém pra curtir?"
"Porque tenho convicções, acima de tudo.", diria eu.
Falta de compromisso não é comigo. Penso que devo ter nascido na época errada, onde essa minha opinião não consegue se encaixar com a realidade atual.
Se já fosse pai, hoje em dia provavelmente seria tachado de quadrado.

Bem, só sei que continuo perdido, sem saber o que fazer.
Pelo menos consegui exprimir, em palavras, um pouco do que estava pensando (nossa!) 40 minutos atrás...

Vou fechar o blog agora. São 2h59 e antes de postá-lo, só vou revisá-lo, a fim de evitar erros de português e essas coisas banais que costumam acometer nossa redação em plena madrugada.

Bons sonhos e um bom dia de trabalho.

São 3h15. Espero que eu consiga dormir agora...
por Leonardo Augusto Matsuda às 3:16 AM

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